quarta-feira, 27 de junho de 2007

A teoria do canalha

Por Marcos Tavares

Ola!! Estou de volta trazendo aqui para o Perfilado um texto do polêmico Arnaldo Jabor. Confesso: não sou um admirador dos textos e crônicas do Jabor (podem me esculhambar se quiserem), não porque acho que ele escreve mal, pelo contrário, mas sim por causa do estilo de escrita. Apenas isso. Mas, desta vez tenho que dar o braço a torcer. O cara mandou muito bem...

A teoria do canalha

Eu não sou um canalha; eu sou o canalha. Tenho orgulho de minha cara-de-pau, de minha capacidade de sobrevivência, contra todas as intempéries. Enquanto houver 20 mil cargos de confiança no País, eu estarei vivo, enquanto houver autarquias dando empréstimos a fundo perdido, eu estarei firme e forte. Não adianta as CPI's querendo me punir. Eu saio sempre bem. Enquanto houver este bendito código de processo penal, eu sempre renascerei como um rabo de lagartixa, como um retrovírus, fugindo dos antibióticos. Eu sei chorar diante de uma investigação, ostentando arrependimento, usando meus filhos, pais, pátria, tudo para me livrar. Eu declaro com voz serena: 'Tudo isso é uma infâmia de meus inimigos políticos. Eu não me lembro se essa loura de coxas douradas foi minha secretária ou não. Eu explico o Brasil de hoje. Eu tenho 400 anos: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. Eu tenho raízes, tradição. E eu sou também pós-moderno, sou arte contemporânea: eu encarno a real-politik do crime, a frieza do Eu, a impávida lógica do egoísmo.

No imaginário brasileiro, eu tenho algo de heróico. São heranças da colônia, quando era belo roubar a Coroa. Só eu sei do delicioso arrepio de me saber olhado nos restaurantes e bordéis. Homens e mulheres vêem-me com gula: 'Olha, lá vai o canalha...!' - sussurram fascinados por meu cinismo sorridente, os maîtres se arremessando nas churrascarias de Brasília e eu flutuando entre picanhas e chuletas, orgulhoso de minha superioridade sobre o ridículo bom-mocismo dos corretos. Eu defendo a tradição endêmica da escrotidão verde e amarela. Sem mim, ninguém governa, sem uma ponta de sordidez, não há progresso.

'Eu criei o Sistema que, em troca, recria-me persistentemente: meus meneios, seus ademanes, meus galeios foram construindo um emaranhado de instituições que regem o processo do País. Eu sou necessário para mantê-las funcionando. O Brasil precisa de mim.

Eu tenho um cinismo tão sólido, um rosto tão límpido que me emociono no espelho; chego a convencer a mim mesmo de minha honestidade, ah! ah!... Como é bom negar as obviedades mais sólidas e ver a cara de impotência de inquisidores. E amo a adrenalina que me o acende o sangue quando a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares, eu vibro quando vejo os olhos covardes dos juízes me dando ganho de causa, ostentando honestidade, fingindo não perceber minha piscadela maligna e cúmplice na hora da emissão da liminar... Adoro a sensação de me sentir superior aos otários que me compram, aos empreiteiros que me corrompem, eles humilhados em vez de mim.

Eu sou muito mais complexo que o bom sujeito. O bom é reto, com princípio e fim; eu sou um caleidoscópio, uma constelação.
Sou mais educativo. O homem de bem é um mistério solene, oculto sob sua gravidade, com cenho franzido, testa pura. O honesto é triste, anda de cabeça baixa, tem úlcera.

Eu sou uma aula pública. Eu faço mais sucesso com as mulheres. Elas se perdem diante de meu mistério, elas não conseguem prender-me em teias de aranha, eu viro um desafio perpétuo, coisa que elas amam em vez do bondoso chato previsível. A mulher só ama o inconquistável. Eu conheço o deleite de vê-las me olhando como um James Bond do mal, excitadas, pensando nos colares de pérolas ou nos envelopes de euros. Eu desorganizo seu universo mental, muitas vezes elas se vingam de mim depois, me denunciando - claro -, mas só eu sei dos gritos de prazer que lhes proporcionei com as delícias do mal que elas adivinhavam. Eu fascino também os executivos de bem, porque, por mais que eles se esforcem, competentes, dedicados, sempre se sentirão injustiçados por algum patrão ingrato ou por salários insuficientes. Eu, não; eu não espero recompensas, eu me premio. Eu tenho o infinito prazer do plano de ataque, o orgasmo na falcatrua, a adrenalina na apropriação indébita. Eu tenho o orgulho de suportar a culpa, anestesiá-la - suprema inveja dos neuróticos. Eu sempre arranjo uma razão que me explica para mim mesmo. Eu sempre estou certo ou sou vítima de algum mal antigo: uma vingança pela humilhação infantil, pela mãe lavadeira ou prostituta que trabalhou duro para comprar meu diploma falso de advogado.

Eu posso roubar verbas de cancerosos e chegar feliz em casa e ver meus filhos assistindo desenho na TV. Eu sou bom pai e penso muito no futuro de minha família, que, graças a Deus, está bem. Eu sou fiel a uma mulher só, que vai se consumindo em plásticas e murchando sob pilhas de botox, mas nunca a abandono, apesar das amantes nas lanchas, dos filhos bastardos.

Eu não sou um malandro - não confundir. O malandro é romântico, boa-praça; eu sou minimalista, seco, mais para poesia concreta do que para o samba-canção. Eu tenho turbocarros, gargalho em Miami e entendo muito de vinho. Sei tudo. Ultimamente, apareceram os canalhas revolucionários, que roubam 'em nome do povo'. Mas eu não. Sou sério, não preciso de uma ideologia que me absolva e justifique. Não sou de esquerda nem de direita, nem porra nenhuma. Eu sou a pasta essencial de que tudo é feito, eu tenho a grandeza da vista curta, o encanto dos interesses mesquinhos, eu tenho a sabedoria dos roedores.

Eu confio na Justiça cega do País, no manto negro dos desembargadores que sempre me acolherão. Eu sou mais que a verdade; eu sou a realidade. Eu acho a democracia uma delícia. Eu fico protegido por um emaranhado de leis malandras forjadas pelos meus avós. E esses babacas desses jornalistas pensam que adianta essa festa de arromba de grampos e escândalos. Esses shows periódicos dão ao povo apenas a impressão de transparência, têm a vantagem de desviar a atenção para longe das reformas essenciais e mantêm as oligarquias intactas. Este País foi criado na vala entre o público e o privado. Florescem ricos cogumelos na lama das maracutaias. A bosta não produz flores magníficas? Pois é. O que vocês chamam de corrupção, eu chamo de progresso. Eu sou antes de tudo um forte!

Artigo de Arnaldo Jabor transcrito de O Globo, dia 26 de junho de 2007

obs: Prometo que no próximo post postarei um texto de minha autoria..

Okay.

Okay. Uma rápida apresentação.

Fui convidada para escrever aqui no Perfilado. Prazer, Thaís Tavares.

Meus textos são escritos ao acaso, e não seguem uma linha só, (acho que tenho transtornos de personalidade,rs) às vezes sérios, por outras vezes debochados, românticos, bregas... há quem goste, e há quem simplesmente não lê. Enfim...

Mais uma vez... Prazer, Thaís Tavares.


...Ou não.

É uma coisa estranha sabe. Não passa. Vem forte, fica, vai, mas volta. Aperta o peito, entende? Não? É porque é fora da razão. A razão desaparece quando se ama. Amar pra quê? Amar pra ser amado. Uma vida sem. Incompleta. Amor. É incompreensível. Sem você perceber toma conta, e deixa com a sensação de que antes você era vazio. Quando esse amor te deixa, leva com ele toda sua ilusão de que ia ser pra sempre, ai meu amigo você descobre da pior maneira possível, que acabou. E você fica ali, passivo a espera que aconteça de novo. Amor. Amar. É um ciclo vicioso, não se vive sem, quando temos às vezes não damos valor, quando perdemos descobrimos que era o que nos fazia encher os pulmões de ar todos os dias, sem saber o motivo... Esses são os distraídos. É possível amar mais de uma pessoa? Não falo de paixão. É diferente. Eu sou capaz de ter uma paixão por dia. Você sabe definir o que é amor? Eu não. O amor não se define. O amor simplesmente é. Ou não.

Acordar-se para dentro...

Cíntia Neves, conhecedora da dúvida, generalista dos assuntos, ampliando discussões, jornalista de alma, tentando o caminho certo, avaliando falas, brincando com as palavras, criando e recriando, é uma das colaboradoras do blog. Em breve, novos textos!!
Acordar-se para dentro...
“Ser tão ausente do mundo ao ponto de não ser nada” - esse sempre foi o meu maior medo. Um medo incluso em cada ação, desespero nato de quem está começando, de quem quer o bem sem porquês definidos, de quem procura respostas sem limites.
Nem pensem que sou o mais puro dos humanos, sou mais uma, cheia de dúvidas, absolutas incertezas, nada certa... toda pecadora....
Porém, esse meu lado meio alucinante de viver me ensinou a gostar de gente, de querer sabores novos, atitudes verdadeiras, capitalizar amigos, fazer meu próprio destino sem precisar furar a fila, ou tirar alguém da brincadeira.
Existem coisas que já nascem na gente, não é verdade? Estão em nossas entranhas, na vontade de entender, na nossa maneira de compreender, esse tipo de fator que não se explica ou se aprende: é ou não é.
Foi o medo que me levou a procurar um caminho, a tentar entender o que é humano, o que tem de verdadeiro, porque as coisas estão como estão, porque precisamos de justificativas para tudo.
Nesta minha procura desvairada poucas são as questões que já possuem respostas, no entanto, descobri que nem tudo deve ser justificado, que o mais importante é ser feliz e que essência é fator primordial, o resto, bom, o resto é cada um procurando o que bem entender....
Então tente não estar alheio ao mundo, ser desbravador do mundo, para assim completar a lista dos “sonhadores natos”. Vá em frente ......sempre!!!!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Teoria do Biscoito

Se você não passou por isso, com certeza tem uma amiga, prima ou conhecida que já esteve em situação parecida, afinal de contas, toda mulher tem dessas crises...
Teoria do Biscoito
Homem é igual a biscoito: vai um, vêm 18. Funciona assim: quando a gente está carente, sozinha, solteira, e sai ligando para todos os paqueras, ex-namorados, rolos e afins, ninguém te quer, não é? Pois é. Essa é a primeira fase: tocos em profusão. E aí vem a segunda fase, e no meu caso, a coisa muda um pouco de figura. Na fase dois, a gente resolve que não precisa de homem nenhum para ficar bem, e aí aparece um só para contradizer nossa certeza de auto-suficiência (e aí vem os poréns), o cara é interessante, não é de se jogar fora, e, surpresa, vocês começam a descobrir muitas, várias coisas em comum, e aquele cara que você já conhecia e ainda não tinha notado, se torna praticamente o príncipe encantado que teimava em não aparecer na sua vida.
No entanto, como nada costuma vir muito fácil, e a lei de Murphy vai imperar também nas relações amorosas de sua vida; esse suposto príncipe namora, mostra sinais de confusão na mente por ter te conhecido “melhor”, mas não mostra intenção de terminar o seu relacionamento. E você que há pouco tempo atrás era auto-suficiente, e tinha a maior certeza do mundo de que ter alguma coisa séria com alguém não valeria a pena, pois vendo suas amigas, conhecidas, primas e afins se frustrando sempre nos relacionamentos, decidiu que não quer isso na sua vida, e isso, seria algo muito improvável de se acontecer em médio prazo em sua vida, completamente desacreditada nos homens e suas idéias, se descobre sonhando pelos cantos com o rapaz, fazendo planos, criando expectativas, jogando toda a sua auto-suficiência pelo ralo. E é aí que tudo começa a se complicar.
Você que era uma mulher decidida, tranqüila, lentamente começa a se tornar a mais insegura; tem medo de que ele te de um fora a qualquer momento, tem medo de que ele não te ligue, tem medo de que ele ligue, e diga que não quer nada, tem medo de ele não ligar, e simplesmente sumir. Enfim, tem medo de tudo que possa acontecer, e passa a ter uma única certeza: Você está gostando dele (ok, Murphy gosta tanto de você, que até nesse momento ele vai atuar), e além de sonhar pelos cantos, você vai se flagrar em várias situações engraçadas e constrangedoras, como: confundir o nome do dito cujo com o de outra pessoa; identificar o perfume dele em suas roupas e cheira-la várias vezes (não fique com vergonha, você não é a única nessa situação ridícula), e agora a melhor parte, algo que toda moçoila apaixonada vai fazer e rir de si mesma depois: se flagrar acarinhando o rapaz, imaginando como é bom estar ali naquele momento, e implorar para o tempo parar ali naquele instante, pra que você possa ficar curtindo-o.
E aí tudo começa a piorar, você começa a ler livros que falam sobre amor e sexo, e sua quase impossível ligação, escuta músicas românticas, e vai se lembrar de quem? Dele é claro. E começa a perceber que não é nada legal vê-lo durante a semana, e nos fins de semana, você vai ter ainda mais vontade de encontra-lo. E óbvio, não vai poder, porque ele está com a namorada.
Fica decidido então, que você vai seguir em frente, e continuar aberta a possíveis novos relacionamentos, para tentar esquece-lo e aí entra em ação a fase três: todos aqueles rapazes citados na fase um, misteriosamente entram em ação (cá entre nós, desconfio que eles se reúnam e decidem te testar até o seu limite), e resolvem te procurar desenfreadamente. Como boa moça que é, você resolve dar uma chance a um dos pobres meninos que tanto se esforçaram, mas, ao dar essa chance, você percebe que dará chances à mais alguns garotos, e é bem provável que seja em vão. Pois ao sair com eles, quem vai estar em seu pensamento, vai ser aquele que namora, e não tem a menor idéia do que realmente quer com você. Mas ainda assim, continua aberta a possíveis relacionamentos, e quando menos esperar, e desencantar por esse rapazote compromissado, seu príncipe enfim aparecerá, e serão felizes para sempre enquanto durar.

Deborah Miranda

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Mulher Avassaladora

Meu nome é Marcos Tavares e eu sou um dos integrantes do perfilado. Para inaugurarmos nosso espaço escolhi um texto que reflete muito bem as “relações” amorosas atualmente. Espero que gostem...

Mulher Avassaladora

Uma situação chama a atenção na vida de qualquer homem. Percebendo isso, vale a pena ao menos refletir sobre o motivo pelo qual as mulheres nos enlouquecem. Quem as transforma nesses seres desprezíveis que costumamos encontrar nas baladas somos nós mesmos.

Queremos meninas legais, liberais, que façam kick boxing, que bebam chope,assistam futebol, que xinguem durante o jogo, que vejam o novo filme do Quentin Tarentino. Desejamos meninas sexys, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar. Quando aparece uma assim, de bandeja, com aqueles olhinhos inocentes, querendo dizer “ele parece ser um cara legal”, a primeira coisa que pensamos é: Ôba, eu me dei bem”. Ficamos com ela uma vez, duas ou três. Começamos então a pensar essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável e saudável.

Você vai buscá-la na faculdade, comerão num estacionamento de um fast-food, irão ao cinema ou num barzinho. Pode até ter sexo toda semana. Tudo básico, até virar uma rotina sem graça. Você vai olhar os caras bem-vestidos e bem-humorados, conversando em seus celulares com os amigos que estão indo para a noite para arrasar a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta daqueles perfumes deliciosos, que parece que nossas namoradas nunca usam, vai sentir falta do decote daqueles loiras insinuantes que passam logo abaixo do seu nariz. Vai se lembrar ainda daquela gatinha te olhando, sorrindo para você na pista de dança, e vai ter saudade daquelas cantadas de artista que só você acha que dá. Quando os amigos (que sobraram, que não namoram) começam a contar sobre as aventuras sexuais que têm, você fica louco pelos detalhes e pensa: “Acho que não estou pronto para me enclausurar para o resto da vida nesse namoro”.

E aquela boa menina dos olhinhos inocentes se transforma numa mala-sem-alça e cheia de chumbo. Aos poucos, vai surgindo um nojo da namorada, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender. Chega o sábado à noite e aquela tradicional transa fica quase como uma obrigação. Pensamos: “A mulher dos outros é sempre melhor que a nossa” Não é assim que costumamos dizer? Você não tem mais vontade de pagar a entrada dela no cinema...

Aquela promessa de vida estável e saudável vai por água abaixo. Se a menina não se dá conta disso, começamos a ser agressivos, mal-humorados, sem educação. E a pobre namorada pensa: “O que eu fiz?”. Coitada, ela não fez nada. A culpa é nossa mesmo.
Tudo acabado! Você acabou de colocar mais uma criaturinha demoníaca no mercado. Aí, voltamos para nossa vidinha, aquela que a gente odiava meses atrás. Não vemos a hora de sair e arrasar na noit. Lembra dos decotes? Grande ilusão. Você chega em casa depois da balada, bêbado, cheirando a cigarro, o ouvindo esta zunindo, você esta sozinho. Daí, fica tentando descobrir por que não está satisfeito.

De repente, foi porque a menina da balada, a linda, gostosa e misteriosa, que ficou contigo no começo, nem sequer pediu seu telefone. Disse que ai ao banheiro e não voltou mais, trocou seu nome três vezes e ficou conversando com aquele amigo dela um tempão. Ela não está nem aí pra você. Na sua cama, tentando não fechar os olhos para não vomitar, você pensa na menina boazinha dos olhinhos inocentes que deixou pra trás. Enquanto isso, a boa menina, chateada, custa a entender o que ela fez para afastar você. A dúvida vira angústia, que vira raiva. “O que eu tenho de errado?” Ela desafoga as mágos chorando em frente ao espelho. Essa menina decide mandar tudo para o inferno. Não quer mais saber de nada, só de sair beijando muito. Resolve não se envolver mais.

Muito bem. Acabamos de criar um monstro. Uma terrorista, uma mulher-bomba, que fará você implorar por sua simples vidinha. Uma predadora! Um demônio usurpador de pobres almas machistas, que se acreditam muitoespertas. Aí você se cruza com ela na rua. O tempo passa, e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. “Mulher é tudo igual, mulher não presta. Bom memso são os amigos. Passado de mulher é como cozinha de restaurante chinês Se você conhecer não encara nunca mais. Mulher gosta de ser maltratada. Cara que trata mulher com carinho vira corno”. E por aí vai. Sai cada pérola da boca de um homem sozinho e dor-de-cotovelo... Mas, se os comentários têm um fundo de verdade (e realmente têm para uma parte das mulheres), garanto que as mulheres são assim por culpa nossa. A mulher-vulcão da balada de hoje era a boa menina de outro homem.

Provavelmente, essa nossa ex-boa menina deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. E eu a perdi pra sempre. Eu a encontrei na balada outro dia e ela estava com um decote, um perfume delicioso, sorrindo e arrasando. Nem olhou para mim. Acontece com todos nós! Comigo e com você. Caso alguém saiba uma maneira de contornar essa situação, me deixe saber. Caso não saiba, vale a pena pelo menos a relexão.


Texto extraido do Jornal Estado de Minas. (08/05/2007)
Autor: Marcelo Jardel Portela
Aluno do 7º período de publicidade e propaganda da Puc Minas.