Meu nome é Marcos Tavares e eu sou um dos integrantes do perfilado. Para inaugurarmos nosso espaço escolhi um texto que reflete muito bem as “relações” amorosas atualmente. Espero que gostem...
Mulher Avassaladora
Texto extraido do Jornal Estado de Minas. (08/05/2007)
Autor: Marcelo Jardel Portela
Aluno do 7º período de publicidade e propaganda da Puc Minas.
Uma situação chama a atenção na vida de qualquer homem. Percebendo isso, vale a pena ao menos refletir sobre o motivo pelo qual as mulheres nos enlouquecem. Quem as transforma nesses seres desprezíveis que costumamos encontrar nas baladas somos nós mesmos.
Queremos meninas legais, liberais, que façam kick boxing, que bebam chope,assistam futebol, que xinguem durante o jogo, que vejam o novo filme do Quentin Tarentino. Desejamos meninas sexys, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar. Quando aparece uma assim, de bandeja, com aqueles olhinhos inocentes, querendo dizer “ele parece ser um cara legal”, a primeira coisa que pensamos é: Ôba, eu me dei bem”. Ficamos com ela uma vez, duas ou três. Começamos então a pensar essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável e saudável.
Você vai buscá-la na faculdade, comerão num estacionamento de um fast-food, irão ao cinema ou num barzinho. Pode até ter sexo toda semana. Tudo básico, até virar uma rotina sem graça. Você vai olhar os caras bem-vestidos e bem-humorados, conversando em seus celulares com os amigos que estão indo para a noite para arrasar a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta daqueles perfumes deliciosos, que parece que nossas namoradas nunca usam, vai sentir falta do decote daqueles loiras insinuantes que passam logo abaixo do seu nariz. Vai se lembrar ainda daquela gatinha te olhando, sorrindo para você na pista de dança, e vai ter saudade daquelas cantadas de artista que só você acha que dá. Quando os amigos (que sobraram, que não namoram) começam a contar sobre as aventuras sexuais que têm, você fica louco pelos detalhes e pensa: “Acho que não estou pronto para me enclausurar para o resto da vida nesse namoro”.
E aquela boa menina dos olhinhos inocentes se transforma numa mala-sem-alça e cheia de chumbo. Aos poucos, vai surgindo um nojo da namorada, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender. Chega o sábado à noite e aquela tradicional transa fica quase como uma obrigação. Pensamos: “A mulher dos outros é sempre melhor que a nossa” Não é assim que costumamos dizer? Você não tem mais vontade de pagar a entrada dela no cinema...
Aquela promessa de vida estável e saudável vai por água abaixo. Se a menina não se dá conta disso, começamos a ser agressivos, mal-humorados, sem educação. E a pobre namorada pensa: “O que eu fiz?”. Coitada, ela não fez nada. A culpa é nossa mesmo.
Tudo acabado! Você acabou de colocar mais uma criaturinha demoníaca no mercado. Aí, voltamos para nossa vidinha, aquela que a gente odiava meses atrás. Não vemos a hora de sair e arrasar na noit. Lembra dos decotes? Grande ilusão. Você chega em casa depois da balada, bêbado, cheirando a cigarro, o ouvindo esta zunindo, você esta sozinho. Daí, fica tentando descobrir por que não está satisfeito.
De repente, foi porque a menina da balada, a linda, gostosa e misteriosa, que ficou contigo no começo, nem sequer pediu seu telefone. Disse que ai ao banheiro e não voltou mais, trocou seu nome três vezes e ficou conversando com aquele amigo dela um tempão. Ela não está nem aí pra você. Na sua cama, tentando não fechar os olhos para não vomitar, você pensa na menina boazinha dos olhinhos inocentes que deixou pra trás. Enquanto isso, a boa menina, chateada, custa a entender o que ela fez para afastar você. A dúvida vira angústia, que vira raiva. “O que eu tenho de errado?” Ela desafoga as mágos chorando em frente ao espelho. Essa menina decide mandar tudo para o inferno. Não quer mais saber de nada, só de sair beijando muito. Resolve não se envolver mais.
Muito bem. Acabamos de criar um monstro. Uma terrorista, uma mulher-bomba, que fará você implorar por sua simples vidinha. Uma predadora! Um demônio usurpador de pobres almas machistas, que se acreditam muitoespertas. Aí você se cruza com ela na rua. O tempo passa, e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. “Mulher é tudo igual, mulher não presta. Bom memso são os amigos. Passado de mulher é como cozinha de restaurante chinês Se você conhecer não encara nunca mais. Mulher gosta de ser maltratada. Cara que trata mulher com carinho vira corno”. E por aí vai. Sai cada pérola da boca de um homem sozinho e dor-de-cotovelo... Mas, se os comentários têm um fundo de verdade (e realmente têm para uma parte das mulheres), garanto que as mulheres são assim por culpa nossa. A mulher-vulcão da balada de hoje era a boa menina de outro homem.
Provavelmente, essa nossa ex-boa menina deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. E eu a perdi pra sempre. Eu a encontrei na balada outro dia e ela estava com um decote, um perfume delicioso, sorrindo e arrasando. Nem olhou para mim. Acontece com todos nós! Comigo e com você. Caso alguém saiba uma maneira de contornar essa situação, me deixe saber. Caso não saiba, vale a pena pelo menos a relexão.
Queremos meninas legais, liberais, que façam kick boxing, que bebam chope,assistam futebol, que xinguem durante o jogo, que vejam o novo filme do Quentin Tarentino. Desejamos meninas sexys, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar. Quando aparece uma assim, de bandeja, com aqueles olhinhos inocentes, querendo dizer “ele parece ser um cara legal”, a primeira coisa que pensamos é: Ôba, eu me dei bem”. Ficamos com ela uma vez, duas ou três. Começamos então a pensar essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável e saudável.
Você vai buscá-la na faculdade, comerão num estacionamento de um fast-food, irão ao cinema ou num barzinho. Pode até ter sexo toda semana. Tudo básico, até virar uma rotina sem graça. Você vai olhar os caras bem-vestidos e bem-humorados, conversando em seus celulares com os amigos que estão indo para a noite para arrasar a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta daqueles perfumes deliciosos, que parece que nossas namoradas nunca usam, vai sentir falta do decote daqueles loiras insinuantes que passam logo abaixo do seu nariz. Vai se lembrar ainda daquela gatinha te olhando, sorrindo para você na pista de dança, e vai ter saudade daquelas cantadas de artista que só você acha que dá. Quando os amigos (que sobraram, que não namoram) começam a contar sobre as aventuras sexuais que têm, você fica louco pelos detalhes e pensa: “Acho que não estou pronto para me enclausurar para o resto da vida nesse namoro”.
E aquela boa menina dos olhinhos inocentes se transforma numa mala-sem-alça e cheia de chumbo. Aos poucos, vai surgindo um nojo da namorada, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender. Chega o sábado à noite e aquela tradicional transa fica quase como uma obrigação. Pensamos: “A mulher dos outros é sempre melhor que a nossa” Não é assim que costumamos dizer? Você não tem mais vontade de pagar a entrada dela no cinema...
Aquela promessa de vida estável e saudável vai por água abaixo. Se a menina não se dá conta disso, começamos a ser agressivos, mal-humorados, sem educação. E a pobre namorada pensa: “O que eu fiz?”. Coitada, ela não fez nada. A culpa é nossa mesmo.
Tudo acabado! Você acabou de colocar mais uma criaturinha demoníaca no mercado. Aí, voltamos para nossa vidinha, aquela que a gente odiava meses atrás. Não vemos a hora de sair e arrasar na noit. Lembra dos decotes? Grande ilusão. Você chega em casa depois da balada, bêbado, cheirando a cigarro, o ouvindo esta zunindo, você esta sozinho. Daí, fica tentando descobrir por que não está satisfeito.
De repente, foi porque a menina da balada, a linda, gostosa e misteriosa, que ficou contigo no começo, nem sequer pediu seu telefone. Disse que ai ao banheiro e não voltou mais, trocou seu nome três vezes e ficou conversando com aquele amigo dela um tempão. Ela não está nem aí pra você. Na sua cama, tentando não fechar os olhos para não vomitar, você pensa na menina boazinha dos olhinhos inocentes que deixou pra trás. Enquanto isso, a boa menina, chateada, custa a entender o que ela fez para afastar você. A dúvida vira angústia, que vira raiva. “O que eu tenho de errado?” Ela desafoga as mágos chorando em frente ao espelho. Essa menina decide mandar tudo para o inferno. Não quer mais saber de nada, só de sair beijando muito. Resolve não se envolver mais.
Muito bem. Acabamos de criar um monstro. Uma terrorista, uma mulher-bomba, que fará você implorar por sua simples vidinha. Uma predadora! Um demônio usurpador de pobres almas machistas, que se acreditam muitoespertas. Aí você se cruza com ela na rua. O tempo passa, e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. “Mulher é tudo igual, mulher não presta. Bom memso são os amigos. Passado de mulher é como cozinha de restaurante chinês Se você conhecer não encara nunca mais. Mulher gosta de ser maltratada. Cara que trata mulher com carinho vira corno”. E por aí vai. Sai cada pérola da boca de um homem sozinho e dor-de-cotovelo... Mas, se os comentários têm um fundo de verdade (e realmente têm para uma parte das mulheres), garanto que as mulheres são assim por culpa nossa. A mulher-vulcão da balada de hoje era a boa menina de outro homem.
Provavelmente, essa nossa ex-boa menina deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. E eu a perdi pra sempre. Eu a encontrei na balada outro dia e ela estava com um decote, um perfume delicioso, sorrindo e arrasando. Nem olhou para mim. Acontece com todos nós! Comigo e com você. Caso alguém saiba uma maneira de contornar essa situação, me deixe saber. Caso não saiba, vale a pena pelo menos a relexão.
Texto extraido do Jornal Estado de Minas. (08/05/2007)
Autor: Marcelo Jardel Portela
Aluno do 7º período de publicidade e propaganda da Puc Minas.
Um comentário:
nossa alguns homens realmente são assim...muitos não dão valor na mulher q tem,dai, vem o arrependimento por último,quando pode ser tarde de mais!!!
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