
Penso que o mundo globalizado nos conecta a diretrizes imagináveis. Um olhar mais apurado, uma boa viagem pela internet pode nos levar ao encontro de resquícios de uma Pérsia distante, mais profunda, linda, delicada e principalmente poética .
Aos olhos de alguns tradutores, releituras e novos contextos encontrei Omar Ibn Ibrahim El Khayyam. Poeta que nasceu em Nichapur, na Pérsia, o atual Irã, em 1040 e morreu nessa mesma cidade em 1120. Teu nome artístico, de significado “fabricante de tendas”; foi adotado em préstimos ao pai, vendedor das mesmas.
Khayyam além de poeta foi matemático e astrônomo e como diretor do Observatório de Merv, fez a reforma do calendário muçulmano. Porém, o que mais evidência esse ser humano de várias facetas é o manejo com as palavras. Em suas escritas utilizava o Rubaiyat . Plural da palavra persa rubai (quadras, quartetos) em que o primeiro, o segundo e o quarto versos são rimados, o terceiro branco, Khayyam fez das suas poesias mais belas e profundas graças a tal configuração.
Melhor que descrevê-las é apreciá-las.
Fique com uma tradução em português de Afredo Braga de algumas estrofes de Os Rubaiyat de Omar Khayyam
1
Nunca murmurei uma prece,
nem escondi os meus pecados.
Ignoro se existe uma Justiça, ou Misericórdia;
mas não desespero: sou um homem sincero.
2
O que vale mais? Meditar numa taverna,
ou prosternado na mesquita implorar o Céu?
Não sei se temos um Senhor,
nem que destino me reservou.
3
Olha com indulgência aqueles que se embriagam
os teus defeitos não são menores.
Se queres paz e serenidade, lembra-te
da dor de tantos outros, e te julgarás feliz.
4
Que o teu saber não humilhe o teu próximo.
Cuidado, não deixes que a ira te domine.
Se esperas a paz, sorri ao destino que te fere;
não firas ninguém.
5
Busca a felicidade agora, não sabes de amanhã.
Apanha um grande copo cheio de vinho,
senta-te ao luar, e pensa:
Talvez amanhã a lua me procure em vão.
Aos olhos de alguns tradutores, releituras e novos contextos encontrei Omar Ibn Ibrahim El Khayyam. Poeta que nasceu em Nichapur, na Pérsia, o atual Irã, em 1040 e morreu nessa mesma cidade em 1120. Teu nome artístico, de significado “fabricante de tendas”; foi adotado em préstimos ao pai, vendedor das mesmas.
Khayyam além de poeta foi matemático e astrônomo e como diretor do Observatório de Merv, fez a reforma do calendário muçulmano. Porém, o que mais evidência esse ser humano de várias facetas é o manejo com as palavras. Em suas escritas utilizava o Rubaiyat . Plural da palavra persa rubai (quadras, quartetos) em que o primeiro, o segundo e o quarto versos são rimados, o terceiro branco, Khayyam fez das suas poesias mais belas e profundas graças a tal configuração.
Melhor que descrevê-las é apreciá-las.
Fique com uma tradução em português de Afredo Braga de algumas estrofes de Os Rubaiyat de Omar Khayyam
1
Nunca murmurei uma prece,
nem escondi os meus pecados.
Ignoro se existe uma Justiça, ou Misericórdia;
mas não desespero: sou um homem sincero.
2
O que vale mais? Meditar numa taverna,
ou prosternado na mesquita implorar o Céu?
Não sei se temos um Senhor,
nem que destino me reservou.
3
Olha com indulgência aqueles que se embriagam
os teus defeitos não são menores.
Se queres paz e serenidade, lembra-te
da dor de tantos outros, e te julgarás feliz.
4
Que o teu saber não humilhe o teu próximo.
Cuidado, não deixes que a ira te domine.
Se esperas a paz, sorri ao destino que te fere;
não firas ninguém.
5
Busca a felicidade agora, não sabes de amanhã.
Apanha um grande copo cheio de vinho,
senta-te ao luar, e pensa:
Talvez amanhã a lua me procure em vão.
* Informações extraídas do site http://www.alfredo-braga.pro.br/poesia/rubaiyat.html e do http://www.okonlife.com/
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